Arquivo da categoria ‘O Diável’

Pesa?

5 Fevereiro 2008

O Diário
04.02.2008
Opinião
Anthony Garotinho

Em que pese (sic) as considerações feitas pelo jornalista Luiz Garcia em artigo publicado sexta-feira (…)

Em que pesem” (malgrado, apesar de, não obstante), não é mesmo? Concordando em número com “as contradições”.

Eu sei que o Garotinho não sabe escrever. É um iletrado. Mas deveria ter bom senso (já que – presumo – não lhe falta grana para ninharia assim) e contratar um ghost-writer menos rústico.

Acesso de riso

31 Janeiro 2008

Pergunto-me se uma assessoria pode ser útil aos redatores de O Diável

Talvez eles precisem ter acesso às salas de aula.

O Diário

16-09-2007
Farra das desapropriações na Justiça

Acessores do prefeito são investigados

23-06-2007
Vistoria na nova sede da Câmara Municipal

(…) A visita de cunho técnico foi acompanhada pelo futuro acessor de Cultura da Câmara, João Vicente Gomes Alvarenga (…)

Non CEGuitur

28 Janeiro 2008

O Diário
28.01.2008
Opinião
Hélio Cordeiro
CEG antes

(A CEG) Estendeu ramais de gasoduto pela cidade, acabou com bujões do liquefeito forno à lenha (…)

Bujões do liquefeito forno à lenha“?! O Hélio, da família dos gases nobres, além de útil para inflar balões, provoca riso frouxo. Eis o verdadeiro gás hilariante.

Editoriais Singulares

21 Janeiro 2008

O Diário
21.01.2008
Editorial
Inversão de valores

E vamos continuar batendo na tecla de que, não bastassem estarem à frente (sic) dos órgãos pessoas que estão à frente dos dois órgãos (sic) mal saberiam formular, durante alguns escassos minutos, um conceito no mínimo razoável sobre o significado das palavras cultura e esporte.

(…)

E o foco ganha destaque maior agora, porque os verões parece terem inspirados bem mais às (sic) falcatruas e, consequentemente (sic), gerado bem mais denúncias nos focos de que trata o comentário anterior a este.

Rogo que me digam: quem é o genial editorialista de O Diável? Além de sua sintaxe tortuosa, de seu estilo e vocabulário anacrônicos, o bravo homem de imprensa tem um profundo desprezo por ortografia e gramática. Mas nada disso o impede de redigir um editorial sobre – pasmem! – cultura. Só mesmo um gênio, não é mesmo?

Não bastasse cometerem erros hediondos, os jornais campistas assumem a defesa intransigente da cultura. Os verões parecem ter inspirado bem mais os crimes contra a língua portuguesa. Culpa do aquecimento global?

Notem, ainda, a repetição, na mesma sentença, da expressão “estar à frente”; uso indevido de crase (“às falcatruas“) e; ausência de trema (“consequentemente”).

Esta é a minha modesta contribuição ao “Dia do Abandono“. Algo precisa ser feito contra a situação de penúria das redações campistas.

Claro que me incomoda ver o estado daquele canal outrora navegável (hoje, um pútrido valão); não há dúvida de que é lastimável os prédios históricos em ruínas. Mas alguém precisa denunciar o abandono não menos grave da imprensa local.

Novilíngua

4 Janeiro 2008

O Diário
04.01.2008
Opinião
Painel Diário
Da Redação

Desgoverno com perigo

É muito perigosa a crise de autoridade por que passa a cidade de Campos no atual governo. Instalou-se verdadeiramente uma espécie de desgoverno, onde a falta de autoridade não é somente por falta de competência, mas por locrupetência (…).

São Johannes Gutenberg, valei-me! Locrupetência?!?! WHAT THE FUCK IS “locrupetência”?

Arrisco, sem qualquer convicção, que a nota esteja insinuando indícios de locupletação no governo municipal, isto é, ato de aumentar o patrimônio próprio em detrimento de outrem.

O jornal O Diável permanece empenhado na hegemonia de sua novilíngua.

Dieta da Chuva

27 Dezembro 2007

O Diário
27.12.2007
Editorial
Debaixo d’agua (sic)

As chuvas que caíram sobre (sic) Campos nos dois últimos finais de semana revelam cada vez mais sintomas de inapetência (sic) e farsa política e administrativa no município, onde cerca de R$ 200 milhões foram gastos para obras de emergência contra as enchentes, um (sic) das mais deslavadas mentiras praticadas contra o povo campista nos últimos anos.

O editorialista de O Diável parece ter saído de alguma página de causos do José Cândido de Carvalho, tal é o seu talento para escrever “dificultoso”, como aqueles boçais que esbanjam a esmo “ipsilones e prosopopéias”, encantados como estão pela sonoridade das palavras.

Digam-me, o que “sintomas de inapetência” está fazendo naquele parágrafo? Afinal, ausência de apetite, de vontade de comer; anorexia (ou, por extensão de sentido, falta de desejo) não deve ser problema entre os gestores públicos de um modo geral e, especialmente, em Campos.

Creio que o xucro dos editoriais quis dizer “inaptidão” ou “inépcia”. A propósito, atributos estes supostamente valorizados entre os profissionais da imprensa local, a julgar pela tempestade de asneiras que assola os jornais campistas.

Nelson Rodrigues dizia que a burrice é uma força da natureza. Chove, troveja e relampeja. Protejam-se!

Exemplo a ser evitado

23 Dezembro 2007

Jornal O Diário

22.12.2007

EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS

A enxurrada de denúncias de corrupção envolvendo o governo de Campos talvez não seja menor do que o sentimento de impunidade que vinha acometendo a população. Usamos o verbo no particípio passado por uma razão simples: o Juiz da 3ª Vara Criminal, Glaucenir de Oliveira, contribuiu na inversão, a partir do momento em que determinou, ao delegado titular da 134ª Delegacia Legal, Sérgio Lorenzi, abertura de inquérito para apurar indícios de superfaturamentos em obras emergenciais.

Mas que cazzo de verbo está no particípio passado, afinal?

Envolvendo? Gerúnido!
Seja? Presente do subjuntivo!
Vinha? Pretérito imperfeito!
Acometendo? Gerúndio!

É claro que o texto acima faz referência à locução “vinha acometendo“, que não está, seguramente, no particípio passado. Trata-se de uma conjugação perifrástica, isto é, locução verbal constituída de verbo auxiliar (vinha) mais gerúndio (acometendo) ou infinitivo.

O particípio, por sua vez, é geralmente formado com os sufixos -ado (para a primeira conjugação) e -ido (para a segunda e terceira conjugações), colocados, nos verbos regulares, após o radical do infinitivo (amado, parado, vendido, sentido); alguns verbos possuem particípio irregular, como pôr – posto, fazer – feito, e há ainda os que possuem dois particípios, um regular e outro irregular, como pagar – pagado e pago (mas atente para o uso correto de cada um, a depender do verbo auxiliar).

No texto do jornal, seria particípio passado caso a frase fosse, por exemplo, “a população esteve acometida de sentimento de impunidade”.

O Diário, com jeitão pernóstico, invoca a gramática para continuar castigando a pobre língua portuguesa. Essa gente, nem levando porrada aprende a escrever.