Digam-me

16 setembro 2009

Devo estar desinformado, comme d’habitude. Por isso rogo que me digam o que faz A Rosinha em Campos. Ela mora aqui? Cumpre expediente na sede da prefeitura? Recebe secretários e munícipes? Visita lugares que reclamam boa intervenção do poder público? Está ocupada em resolver coisas aflitivas do cotidiano antes de tomar pelos chifres temas cascudos?

Fico abismado com o fato de uma ex-governadora que prometeu redenção e de quem ninguém (eu, pelo menos), desde então, jamais ouviu falar.

Tenho visto O Rosinha, ocasionalmente. Tem pernas finas, mas continua circulando pela cidade com galhardia.

Talvez A Rosinha devesse fazer o mesmo.

Quanto mais não fosse, perderia um pouco de banha.

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Saulo, guardião do “erário público”

10 fevereiro 2009

Folha da Manhã
09.02.2009
Folha Geral
Saulo Pessanha

Desperdício
(…) Em tempos de crise financeira, uma verdadeira afronta ao erário público.

Ora, caro colunista, “erário” é o “conjunto dos recursos financeiros públicos; os dinheiros e bens do Estado; tesouro, fazenda” (Houaiss). Portanto, simplesmente “erário”. O “público” é redundante, desnecessário. Um vício de linguagem (tautologia). Caso seja preciso especificar, mencione “erário municipal”, “erário estadual” ou “erário federal”, a depender do âmbito a que se refere.

Este é um erro semelhante (e tão frequente quanto) a “elo de ligação”.

Tome nota, Saulo!

Escute, eminência!

4 fevereiro 2009

Folha da Manhã
30/01/2009
Ponto Final
Aluysio Cardoso Barbosa

Emitente epidemia

O secretário Paulo Hirano agiu correto, ao admitir que Campos, o maior município do interior do Estado, está diante de uma eminente epidemia de dengue, que seria a segunda consecutiva. Disse que, infelizmente, a proliferação do mosquito vetor se ampliou em dezembro.

Vejam vocês, o eminente (sublime, excelente) jornalista conseguiu escrever “iminente” (o que está prestes a acontecer; o que pode vir a acontecer) duas vezes errado.

Suspeito que o “Falha do Manhães” não leia este blog, do contrário já teria aprendido com os próprios erros. Eu só os aponto. Mas isso cansa, sabem? Estou na iminência de desistir.

Dúvida clitoriana

4 fevereiro 2009

Clitóris ou Clítoris?

A lingua portuguesa é mesmo repleta de sutilezas. Muita gente não sabe se aquele nem sempre tímido detalhe da anatomia feminina deve ser chamado de clitóris ou clítoris. O mais grave é que a maioria da população adulta desconhece a sua existência; outros sequer suspeitam onde encontrá-lo.

Mas, afinal, clitóris ou clítoris?

Segundo o Houaiss, tanto faz.

Digo o mesmo. Contanto que você consiga proporcionar um belo orgasmo clitoriano à sua parceira (embora ela também o consiga com as próprias mãos).

Na dúvida, aja com cautela e opte, inicialmente, por usar a língua gentilmente no grelo da moça. Com o tempo você estará hábil em tais sutilezas e poderá arriscar abordagens mais arrojadas.

Evite, contudo, chamá-lo de “berbigão”, como preferem os nossos irmãos lusitanos.

Aos que ainda não conseguiram localizar o clitóris (ou clítoris) da parceira, temos abaixo ilustração didática. O clitóris (ou clítoris) é aquele protuberância oculta pelo estribo, bigorna e martelo.

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Negros

4 janeiro 2009

Conversando entre amigos, falei do quanto acho estranho ver tão poucos negros em uma cidade que teve, proporcionalmente, a maior população escrava do país; infinitamente mais do que Salvador, São Luiz ou Rio de Janeiro – cidades negras.

Sim, estou falando de Campos dos Goytacazes. Se é que lhe interessa.

Um espírito-de-porco fez a torpe provocação:

– Você é um elitista. Só freqüenta o grand-monde e seus endereços protegidos. Por isso não vê negros.

Bem, pouco freqüento o grand-monde (o que quer que isso signifique). A bem da verdade, tenho uma atração irresitível por formas extremas de sobrevivência. De qualquer modo, a provocação do espírito-de-porco parece evidenciar o que a minha perplexidade apenas insinua.

Se é que você me entende.

O que me faz lembrar parte de um capítulo das memórias de Nelson Rodrigues (1967). Vejam:

A “democracia racial” que nós fingimos é a mais cínica, a mais cruel das mistificações. Quando andou por aqui, Jean-Paul Sartre fez cinco, seis ou dez conferências. E sempre que o gênio falava, era um sucesso tremendo. Gente em pé, sentada, pendurada, trepada etc. etc. Na última palestra, o filósofo perdeu a paciência. Vira-se para dois ou três brasileiros, que o lambiam com a vista, e perguntou: – “E os negros? Onde estão os negros?”.

Perfeitamente justa a irritação do francês. Até então, nas suas conferências, só vira uma platéia loura, alvíssima, de olho azul, caras sardentas. Repetiu: – “E os negros?”. Um brasileiro cochichou, no ouvido de outro, a graça vil: – “Os negros estão por aí, assaltando algum chauffeur“. Mas ninguém teve o que explicar ao visitante. E Sartre voltou para a Europa sem saber onde é que se metem os negros do Brasil.

Assédio

21 dezembro 2008

Mandei um e-mail para Deeva Breu no qual digo que o seu blog é o que há de mais inteligente na literatura campista nos últimos 40 anos. Sob o aparente deboche gratuito há crítica de costumes poderosa e senso de humor invejável. Além disso, a construção da personagem é por si só digno de nota (são raros os autores de blog que conseguem fazê-lo). Empolgado, disse à Deeva que ela é um patrimônio cultural da cidade e como tal deveria ser tombada. Sabem o que a maluca me respondeu?

– Me tombe, Ururau. Me jogue no solo e me faça mulher!

I rest my case.

Silvia Amarrada, Chicoteada e Salgada

15 dezembro 2008

A colunista de O Diável, Silvia Salgado, sempre muito bem informada, avisa:

O futuro presidente da Fundecan, Luiz Eduardo Crespo, tem alma de artista, o que só enriquece a sua biografia. Ele interpretou o galã na peça “Constantina”, de Samerset Mougman, em 2002, um sucesso estrondoso. Sonhava em repetir a experiência, ou seja, voltar a pisar no palco, mas com o novo cargo terá que adiar os planos“.

Acho que ela quis dizer Somerset Maugham, por extenso, William Somerset Maugham (25/01/1874 – 16/12/1965), mais conhecido por ser o autor de “Of Human Bondage” (1915), obra que a colunista deve achar que seja alguma narrativa sobre fetiche.

Hélio Cordeiro, um homem além do seu tempo

15 dezembro 2008

Em sua coluna em O Diável, o – valha o termo – jornalista disse:

Dia Internacional Contra Corrupção, celebrado na terça-feira próxima (…)

Vai ser bom, não foi?

Vantagens competitivas

18 setembro 2008

Ainda ontem li toda a edição da Falha do Manhães, Inclusive os classificados. Estava degustando uma Erdinger Weissbier Pikantus ‘dark bock beer’ e dispunha de tempo para amenidades.

Foi quando me deparei com um daqueles anúcios de “acompanhantes femininas de fino trato”, quase sempre “universítárias” e “recém-chegadas a Campos” (isso deve significar alguma coisa): a moça anunciava “frequicibilidade de horários”. Fiquei encantado!

De fato, há uma forte demanda reprimida por acompanhantes-de-fino-trato-universitárias, desde que recém-chegadas a Campos e com frequicibilidade de horários.

Demorô!

João Paulo Arruda deve estar exultante e com mais algum motivo para vir passar fins de semana na planície.

Habemus Diva!

30 agosto 2008

Neuzinha da Hora!

I’m falling in love.

Bom saber que Campos dos Goytacazes não é a cidade feia que sempre (agüente a sintaxe) se lhe vê na cara.

Neuzinha, alem de bonita, canta bem pra caralho e esbanja franca simpatia.

Ei, moça, quer casar comigo?