Archive for the ‘Falha do Manhães’ Category

Saulo, guardião do “erário público”

10 fevereiro 2009

Folha da Manhã
09.02.2009
Folha Geral
Saulo Pessanha

Desperdício
(…) Em tempos de crise financeira, uma verdadeira afronta ao erário público.

Ora, caro colunista, “erário” é o “conjunto dos recursos financeiros públicos; os dinheiros e bens do Estado; tesouro, fazenda” (Houaiss). Portanto, simplesmente “erário”. O “público” é redundante, desnecessário. Um vício de linguagem (tautologia). Caso seja preciso especificar, mencione “erário municipal”, “erário estadual” ou “erário federal”, a depender do âmbito a que se refere.

Este é um erro semelhante (e tão frequente quanto) a “elo de ligação”.

Tome nota, Saulo!

Escute, eminência!

4 fevereiro 2009

Folha da Manhã
30/01/2009
Ponto Final
Aluysio Cardoso Barbosa

Emitente epidemia

O secretário Paulo Hirano agiu correto, ao admitir que Campos, o maior município do interior do Estado, está diante de uma eminente epidemia de dengue, que seria a segunda consecutiva. Disse que, infelizmente, a proliferação do mosquito vetor se ampliou em dezembro.

Vejam vocês, o eminente (sublime, excelente) jornalista conseguiu escrever “iminente” (o que está prestes a acontecer; o que pode vir a acontecer) duas vezes errado.

Suspeito que o “Falha do Manhães” não leia este blog, do contrário já teria aprendido com os próprios erros. Eu só os aponto. Mas isso cansa, sabem? Estou na iminência de desistir.

Embusteiro

14 maio 2008

Folha da Manhã
13.05.2008
Artigo
A arte literária de José Cândido de Carvalho
Ricardo Gomes

Em seis parágrafos e exatamente quatrocentos e vinte e seis palavras, o autor do artigo consegue a proeza de enxertar nada menos que duzentos e cinqüenta e nove palavras em citações diretas (aquelas aspeadas), ou seja, mais de 60% do texto. Sem contar, é claro, as citações indiretas.

Em síntese, da própria pena, somente as introduções às aspas, a exemplo de “comentário do autor ao livro Ninguém mata o arco íris”, “Eduardo Portela, em comentário ao livro Ninguém mata o arco íris”, “No comentário da edição da Editora José Olympio, do livro Ninguém mata o arco íris-35 retratos 2×4, comentários de Eduardo Portela, temos uma colocação extremamente importante, que ora transcrevo”.

Ou platitudes tautológicas do tipo “Lançando um olhar critico sobre o conjunto da obra de José Cândido de Carvalho, encontramos algumas peculiaridades. Os estilos de sua obra evidenciam alguns pontos nada comuns em outros autores (…)”.

Espantoso.

Como diria meu avô, “isso é que é fazer mesura com o chapéu alheio”. Ou, como prefere o vulgo, “gozar com o pau dos outros”.

Incomparáveis

14 maio 2008

Folha da Manhã
13.05.2008
Esporte
Lenda do futebol brasileiro – Mestre Didi

Mestre Didi foi campeão na Suécia, mas foi no Chile, em 1962, que ele chegou ao ápice da carreira. O campista ainda é apontado por muitos como o melhor jogador daquele mundial, desbancando até mesmo Pelé e Garrincha, na conquista do bicampeonato.

Não há duvida quanto à genialidade do Didi, a quem Nelson Rodrigues chamava de “príncipe etíope de rancho”, encantado pela sua elegância.

Mas compará-lo ao Pelé, em Chile 62, é de uma ignorância crassa sobre futebol, afinal, Pelé, vítima de contusão, abandonou a Copa ainda no segundo jogo, contra a Tchecoslováquia (empate de 0 x 0), sendo substituído por Amarildo (“O Possesso” – outra alcunha rodrigueana).

Mesmo a comparação com Garrincha é arriscada, pois sabemos que 62 foi justamente a Copa em que o desconcertante Mané foi o insuperável virtuose, um solista em estado de graça.

E por falar em Nelson Rodrigues, fiquem com esse trecho de uma crônica de sua autoria, de 25/02/1958, comentando Santos 5 x 3 América, no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo. É a primeira vez que o autor fala sobre Pelé, então com 17 anos de idade, e já o chama de “Rei” (o primeiro a fazê-lo).

Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de quarenta, custo a crer que alguém possa ter dezessete anos, jamais. Pois bem: — verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: — Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.

É grave a crise

23 abril 2008

Acabo de voltar de uma visita frustrada ao web site da Falha do Manhães. O domínio http://www.fmanha.com.br está sendo redirecionado para http://rotalocal.com.br/suspended.page/, onde se vê o seguinte aviso (falta de pagamento):

This Account Has Been Suspended

Please contact the billing/support department as soon as possible.

Até quando a crise política em Campos seguirá ceifando setores vulneráveis da economia local? Os bares já andam às moscas há semanas…

Perseguição

16 abril 2008

Mais uma edição da “Feijoada da Falha do Manhães“, reprisado até a náusea nos canais locais (e por 3 ou 20 programas de – valha o termo – variedades – inclusive aquele apresentado por um sujeito exageradamente viado (é “viado” mesmo, e não “veado”), acho que Ronaldo “orgulho de ser bicha” Violoncelos (imaginem o Ururau fazendo proselitismo de sua heterossexualidade – iriam me por no espeto, como a um porco chauvinista).

Há, ainda, um outro programa do gênero, cuja apresentadora nunca sei se é mulher ou travesti, uma tal de Vânia Borges.

Pois bem, mais uma edição e não fui convidado.

Pergunto se é pessoal. Afinal, se estava lá, como sempre esteve, o PIG campista, por que não eu?

Qual é, Aluidinho?

Espectador expectante

31 janeiro 2008

Não perco a esperança. Ficarei na expectativa, como bom espectador, até que a Falha do Manhães aprenda a diferença entre expectador e espectador.

Folha da Manhã

10.01.2008
Contos
Ainda presa num retrato (Cândida Albernaz)

No fundo, penso hoje, me acomodei deixando que fosse mãe e pai ao mesmo tempo, enquanto eu mera expectadora.

23.12.2007
Especiais
Tempo de Esperança
Então é Natal

As apresentações dos corais encantaram os expectadores (…)

12.08.2007
Geral
Batalhão na espera das viaturas do Pan

Parte da frota comprada pelo Governo Federal para garantir a segurança de expectadores e esportistas — 550 carros — será deixada para o Estado do Rio.

22.07.2007
Folha Show
Cenas do próximo capítulo

A “poderosa”, como é conhecida pelas emissoras adversárias, já conquistou milhões de expectadores que assumem serem fiéis à sua programação.

29.07.2007
No meio do caminho (Sthevo Damaceno)
História x estória

Cabe ao expectador julgar a versão que mais lhe convém, mas sem esquecer que não se pode comprometer a História em troca de mais uma bela história de amor proposta pelo cinema.

13.05.2007
Folha Regiões
Especiais
Esporte
Olha a onda…!!!

Existe uma boa previsão e acredito que a ondulação se manterá estável até o domingo, proporcionando belas rampas aos atletas e um show para os expectadores, (…)

13.05.2007
Economia
Mundo de olho no etanol
Produtores atentos às novas tecnologias

Para não ficar na posição de expectador diante do crescimento da demanda do etanol, o setor sucroalcooleiro de Campos deve transformar conhecimento em tecnologia.

01.05.2007
Folha2
Em São João da Barra
Oficinas e espetáculos reúnem atores no Cine Teatro São João

Pelas suas semelhanças e atitudes, os irmãos acabam confundindo uma cidade inteira, provocando uma série de acontecimentos envolventes ao expectador.

Corrigenda

26 janeiro 2008

Folha da Manhã
21.01.2008
Coluna “Dois Pontos” (Aluysio Abreu Barbosa)
Nota “Enquadramento”

Corrigidos os erros, corrigi-se também o ângulo de visão, inesperadamente modificado a partir do encontro.

Por favor, corrija outro erro: o correto é corrige-se (terceira pessoa do singular, presente do indicativo), e não corrigi-se.

Droga

15 janeiro 2008

Folha da Manhã
15.01.2008
Regiões
FLAGRANTE EM GRUSSAÍ

Traficante preso ao oferecer droga a PM

A guarnição de São João da Barra foi acionada, o traficante resistiu, mas acabou sendo encaminhado à Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, sendo atuado no tráfico de drogas.

Sendo autuado por tráfico de drogas, pois não?

Autuado, de autuar, ou seja, lavrar um auto de infração contra alguém. Ex.: o delegado autuou o traficante. Atuar (e atuado) é outra coisa (dentre várias, exercer ação ou atividade; agir).

Note, ainda, que a preposição recomendável é “por” (razão pela qual, o motivo da autuação, a exemplo de “autuado por tráfico de drogas”) ou “em” (circunstância, local, a exemplo de “autuado em flagrante” ou “autuado em Grussaí”).

Os redatores do Falha do Manhães deveriam ser autuados por crimes contra a língua portuguesa.

Desastroso

4 janeiro 2008

Folha da Manhã
03/01/2008
Geral
Nas Estradas

Estatística de morte aumenta

As estatísticas do estado do Rio de Janeiro contrariam os índices nacionais. Enquanto em território fluminense o número de mortes cresceu, no resto do país houve uma redução de 11% no número de mortes nas estradas. Neste reveillon (sic), 99 pessoas morreram, 12 a menos que no ano anterior.

Notem que, por mais sofisticado que seja ou venha a ser o corretor ortográfico de qualquer software de edição de texto (a propósito, o da Falha do Manhães não acusou a ausência de acento em réveillon), ainda assim a imprensa campista seguirá publicando tolices.

O título é péssimo (“Estatística de morte aumenta“), soa horrível. Além disso, é bom que se saiba que a estatística (coleta e interpretação de dados quantitativos) não aumentou, e sim o índice de mortes por acidente no trânsito (verificado por métodos estatísticos).

Percebam a divergência entre a suposta redução percentual (11%) e a que pode ser aferida a partir da subtração dos números absolutos (99 – 12, equivalente a 12,12%).

Por fim, “as estatísticas do estado do Rio de Janeiro” só contrariariamos índices nacionais“, em uma situação em que os dados estadual e nacional fossem conflitantes, o que não é o caso acima.

Há muito mais imbecilidade do que pode ser produzida por mera ignorância ortográfica e gramatical.